VEREADORA DO PL É ALVO DE ATAQUE MACHISTA EM PLENÁRIO APÓS COBRAR TRANSPARÊNCIA EM MIRANTE DA SERRA

ESCÂNDALO EM MIRANTE DA SERRA: VEREADOR DISPARA ATAQUE MACHISTA EM PLENÁRIO E PRESIDENTE DA CÂMARA PRECISA AGIR
O que era para ser uma sessão ordinária virou um episódio vergonhoso na Câmara Municipal de Mirante da Serra. A vereadora Gigliane Magda Orbem (PL) foi alvo de um ataque verbal grotesco, machista e intimidador por parte do vereador Jorge Luis Sandes, o “Jorjão da 60” (PDT).
Sem qualquer constrangimento, dentro da Casa de Leis, o parlamentar soltou a frase que revoltou a população:
“Se fosse homem, a situação era diferente, mas é mulher, infelizmente é o lado fraco.”
A fala não foi apenas desrespeitosa — foi uma afronta direta à dignidade da vereadora, às mulheres do município e ao próprio papel do Legislativo. Tudo isso porque Gigliane fez exatamente o que se espera de um vereador sério: COBRAR TRANSPARÊNCIA e fiscalizar as contas públicas.
O episódio escancara um cenário ainda mais grave. A vereadora votou contra a aprovação das contas do ex-prefeito Evaldo Duarte Antonio (UB), acompanhando o parecer técnico do Tribunal de Contas do Estado, que apontou irregularidades. Já o vereador Jorjão da 60 preferiu ignorar o relatório e votar pela aprovação — e, ao ser confrontado politicamente, apelou para o ataque machista.

Vereadora Gigliane do PL
Diante desse absurdo, não cabe silêncio.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Nenén Juca do Bode, precisa se posicionar imediatamente.
Não dá para tratar um caso dessa gravidade como “bate-boca de plenário”. Trata-se de quebra de decoro, violência política de gênero e desrespeito institucional.

Vereador Jorjão da 60
A população espera mais do que omissão.
Espera atitude, apuração rigorosa e as medidas cabíveis dentro do regimento da Casa.
A Executiva Estadual do PL Mulher já se manifestou por meio de nota de repúdio, assinada pela presidente Sandra Melo, reforçando que esse tipo de comportamento não pode ser tolerado.
Agora, a pergunta que fica é:
a Câmara de Mirante da Serra vai passar pano ou vai fazer valer o respeito dentro do parlamento?
O silêncio, neste caso, não é neutralidade — é conivência.
Fonte:www.ouropretoonline.com
